segunda-feira, 15 de junho de 2009

A vida que me dás em 4 segundos

E é nos 4 segundos que demoras a acordar, prendendo-te em olhares ternos e movimentos leves prolongados pela demora do meu olhar a cruzar os teus contornos e delimitações, que fazes o meu mundo girar numa centrifugação de conforto que me devolve tudo o que os meus gestos latentes vão desgastando. Fazendo-me perder a cor durante os dias sorumbáticos que passo longe do teu acordar morno, que desembrulha os meus laços de cansaço e me consome num adocicado de beijos preguiçosos que me arrastam para a composição do teu acordar fresco, quente de chuvas de Verão.
É no tom suave da tua pele e na textura das tuas primeiras palavras matinais que atinjo o cume da plenitude esboçada num sorriso de cantos circulares, onde não existe um limite recto nem correcto, mas a volta perfeita entre o teu abraço e o meu.

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